A foto de hoje foi finalista do XVII prêmio Expocom (Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação) da Região Sul do país. Para ler o texto da reportagem fotográfica, clique aqui.

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Durante esta semana, estarei postando as fotos que compuseram um trabalho fotográfico que fiz sobre a velhice. São 5 imagens que, a meu ver, transmitem uma enorme sensação de alheamento, de esquecimento. Retratam personagens fisicamente presentes, mas emocionalmente distantes.

Os indicadores sociais revelam: a expectativa de vida no Brasil tem aumentado. Por isso, mais do que nunca é necessário que se olhe atentamente para os idosos brasileiros.
De acordo com Maria Helena Novaes (1997), envelhecer é perder-se a si mesmo. Como se não bastassem dificuldades físicas e psicológicas, é comum se deparar também com complicações sociais, sendo estas caracterizadas, principalmente, pela diminuição da capacidade de relacionar-se com o outro (BUMPASS, 1991 citado por BALTES; SILVERBERG, 1995).
A velhice é o tema de uma série de fotos que produzi enquanto cursava Jornalismo. Das pessoas que retratei, cinco, em especial, me chocaram e atormentaram por dias a fio. Destas, é difícil eleger a expressão mais forte. Seja pela inclinação da cabeça, pelo olhar ou pela falta de cuidados pessoais, cada um desses idosos parece ter estacionado o fôlego de vida em algum lugar do passado. Com ele, creio que enterraram tudo aquilo que os faziam sentir e viver. Hoje só existem. Hoje estão apenas à mercê das circunstâncias.

Alheamento e descaso
Referências bibliográficas
BALTES, Margret; SILVERBERG, Susan. A dinâmica dependência-autonomia no curso de vida. In: NERI, Anita Liberalesso (org.). Psicologia do envelhecimento: temas selecionados na perspectiva de curso de vida. Campinas, SP: Papirus, 1995. 276 p.
NOVAES, Maria Helena. Psicologia da terceira idade: conquistas possíveis e rupturas necessárias. 2.ed. -. Paulo de Frontin: NAU, 1997. 167 p.
As cinco fotografias que compõem o ensaio fotográfico À mercê das circunstâncias estão expostas na Mostra UMA, que é promovida anualmente pela Universidade Positivo.
A 6ª edição da mostra estará aberta ao público até o dia 17/10, na Sala de Eventos do Prédio de Pós-Graduação. Não deixe de conferir!
De que forma o romantismo se manifesta durante as fases do casamento? Esse é o mote do curta-metragem experimental que produzi no ano passado com a colega jornalista Rosângela Gerber. Trata-se de um retrato híbrido, que, por meio da junção de depoimentos, fotografias sequenciais simulando movimentos e efeitos sonoros, retrata a maneira como um casal se relaciona durante as diferentes fases do matrimônio.
Se você se interessou, dou uma dica: o curta será exibido na Mostra Informativa do 16º Festival Brasileiro de Cinema Universitário, que acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo. Para conferir os dias de exibição, é só clicar na imagem abaixo.
Há pouco mais de uma semana, fui acariciado com o pedido de um colega jornalista, que gostaria de utilizar um dos textos do blog no jornal de crônicas Relevo, do qual ele é editor. Essa semana, pude conferir o resultado, que me agradou bastante. Um brinde!
Quem quiser um exemplar em pdf, pode me mandar um e-mail (raphaelmoroz@gmail.com).
Em um dia como hoje, nada como unir duas de minhas grandes paixões: cinema e chocolates. Se saborear uma delas já é ótimo, as duas juntas, então, melhor ainda!
Para quem não sabe, há um filme que consegue fazer isso brilhantemente. Dirigido por Lasse Hallström e com Juliette Binoche e Johnny Depp no elenco, Chocolate é, talvez, o filme que mais desperta o paladar dos chocólatras mundo afora.
Lembro-me como se fosse ontem do dia em que fui assistir ao longa-metragem no cinema. Acompanhado de minha mãe – também uma chocólatra irreparável – mal cheguei na bilheteria e já fui seduzido pelo cartaz de Chocolate, que mostrava, na parte superior, a protagonista ao lado de seu par romântico. Este, por sua vez, estava prestes a saborear um bombom, que segurava com os dedos.
No filme – que retrata a dureza com que uma pequena cidade francesa acolhe a dona de uma loja de doces – há chocolate para todos os gostos, desde bombons com ingredientes mágicos até coberturas para pratos salgados. Uma obra deliciosa, que vale a pena ser saboreada nessa páscoa.
Qual é o sentido da sua vida? Simplificando a pergunta: pelo que você vive? Por uma carreira brilhante, um carro possante ou uma pessoa importante? Por que você, diariamente, escolhe continuar se arriscando em um mundo cada vez mais bipolar, que faz questão de alegrar a sua vida ao mesmo tempo em que te bola uma emboscada? Pois afirmo que não é pelo dinheiro, muito menos pela carreira. É pelo gostinho de se relacionar com pessoas tão complexas e maravilhosas quanto você.
O mundo gira, sim, em torno de relacionamentos. Sempre foi assim, e sempre vai ser. Filmes e telenovelas são feitos para que, afinal? Para falar de conquistas profissionais, talvez? Sim, por que não? Conquistas que são promovidas por pessoas. E a serventia de uma carreira empresarial, qual seria? Oferecer esse produto ou aquele serviço, obviamente. Para quem? Pessoas.
E elas são de todos os tipos, cores e nacionalidades. Se um dia fazem com que você se aproxime, no outro o afastam. Se uma hora estão de excelente humor, na outra já desabam de vez. E como se não bastasse isso, algumas até exigem que você vá junto. Mesmo assim, entrar em contato com pessoas é inevitável. Estar ao lado delas é uma necessidade, tanto quanto comer ou dormir.
No final das contas, meu amigo (a), o ser humano é o maior vício do homem. Só isso explica a capacidade que ele tem de sair de relacionamentos desastrosos e partir para outros sem pensar duas vezes. Só isso explica a vontade de saídas constantes com amigos que se regeneram a cada aniversário.
Cada vez mais, concordo que pessoas são como a música interpretada por Gal Costa: nosso bem e nosso mal. Duas faces de uma moeda que jamais pensamos em tirar da carteira.
Crédito do vídeo: cleicianenza
O que é poesia pra você? Pra mim, é sentimento. A proposta de um trabalho que fiz para a faculdade no ano passado era representar a palavra poesia através de seis fotografias. Para isso, escolhi seis pessoas e seis sentimentos. Eis aí o resultado!